O que eu gostava mesmo era de ter uma "Escola do Presente"!

No fim de mais um ano letivo, dou por mim a pensar que o que eu gostava mesmo era de uma Escola adequada aos tempos em que vivemos.

Está mais do que estudado e que provado que este modelo de escola tradicional que temos não serve. Há anos que ouço falar em "inovação pedagógica" mas na verdade, continua tudo igual... 

As salas 
Tentam criar "salas do futuro" mas esquecem-se de "salas do presente" onde as nossas crianças do Século XXI possam aprender de forma ajustada aos tempos em que vivem. Isto é, nem com o setting do século XIX, nem com uma utopia futurista que alguém idealizou. Uma "sala do futuro" não tem necessariamente que estar repleta de tecnologia que em pouco tempo se torna obsoleta. Aliás, porque é que haviamos de querer uma "sala do futuro" se não sabemos o que o futuro nos reserva? Para preparar o futuro é necessário trabalhar no presente!

Os docentes 
De nada adianta promover formações contínuas obrigatórias quando as pessoas só lá vão porque são "obrigadas". Nestes meus 28 anos de trabalho já me cansei de assistir a formações que mostram outras formas de trabalhar, de abordar o conhecimento e de centrar a aprendizagem na criança. No entanto, a maioria continua a reproduzir o que viveu durante a sua infância. Para inovar na escola, temos que inovar primeiro nos docentes, nas pessoas! Os professores e Educadores devem ser capazes de pensar de uma forma divergente, devem ser capazes de criar e de serem livres para transformar as suas aulas em verdadeiros laboratórios de conhecimento. Para isso, precisamos de docentes que queiram aprender ao longo da vida, não por ser obrigatório mas porque já nasceram com vontade de aprender, de procurar e partilhar conhecimento. Precisamos de menos foco na obrigação, de mais liberdade no processo de implementação e de docentes com coragem de o fazer.

Espaços 
Hoje em dia já se descobriu que mais tempo na escola não significa melhores resultados. A maioria dos espaços (salas) das escolas continua com a mesma disposição de uma sala do século XIX, remontando aos tempos da revolução industrial. No entanto, atualmente existe uma grande parte da população que trabalha "à distância", em casa, no café, na praia, onde quiser... Podem fazer pausas regulares e muitos podem até definir o seu próprio horário de trabalho. 
E se o espaço da escola não tivesse que ser confinado às salas de aula? 
E se o professor fosse um mero orientador de conhecimento e os espaços de aprendizagem fossem os das cidades, vilas e aldeias em que vivemos? 
E se os docentes não precisassem de estar fechados dentro da escola com os alunos na maior parte do tempo? 
Poderá a "sala do futuro" nem sequer ser uma sala?
Podemos e devemos disponibilizar aos nossos alunos o acesso à tecnologia e colocá-la ao serviço da aprendizagem, do conhecimento e da escola mas sem esquecer que o presente é o que acontece na vida real. As atividades tangíveis serão sempre as mais significativas.

Liderança 
Passamos mais de um século com este modelo de escola e já não há justificação para não se adequar a escola à realidade dos alunos do século XXI. 
As escolas precisam de líderes dinâmicos, com pensamento divergente, com conhecimento pedagógico, com consciência da realidade, com espírito de liberdade e coragem para adequar o sistema escolar ao Presente! 
Precisamos lideranças que permitam que os docentes inovem e estimulem o espírito crítico dos alunos e que não tenham medo de arriscar fazer diferente.

E se a resposta sobre a "inovação pedagógica" tivesse estado sempre diante dos nossos olhos e não tivéssemos tido coragem para a observar com atenção?

*texto integralmente escrito com a minha inteligência (I) natural (N), com recurso à inteligência artificial (A) para a criação da imagem.



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