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A pressão social sobre os pais das crianças "condicionais"! Como decidir?

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Este é um assunto recorrente. Todos os anos temos na turma crianças "condicionais" à existência de vaga nas turmas de 1º ciclo e todos os anos temos famílias angustiadas, sem saber bem o que fazer...  A escolha é difícil, também e u fui uma criança "condicional", a minha filha é uma criança "condicional" e por isso é um tema vivido na primeira pessoa. Metafóricamente, qual é a "porta" que devemos abrir?  Aquela que nos permite permanecer no pré-escolar durante mais um ano letivo ou aquela que nos leva ao 1º ciclo?  Como pais, quem nos pode ajudar a decidir? Opinião do(a) Educador(a) Por esta altura, já todas as familias terão tomado as suas decisões para o ano letivo que se inicia e por isso esta opinião não irá influir em nada as suas opções. Qualquer que seja a escolha que tenham feito, está feita! Quero acreditar que foi refletida e a pensar no superior interesse da criança. Espero que tenham escutado a opinião o(a) Educador(a) que acompanha a...

Porque é que na escola temos que nos sentar todos da mesma maneira?

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  Eu sei que ao início esta questão pode parecer estranha. Afinal, todos sabemos qual a posição correta para nos sentarmos numa cadeira, certo? Ou não... Na "minha" sala de jardim-de-infância opto por me sentar no chão a maior parte do tempo (nas reuniões de grande e pequeno grupo, para fazer construções de legos, para brincar na casinha de bonecas, animais, carrinhos, para ler ou até para fazer desenhos). É assim que me sinto confortável. Por outro lado, algumas atividades estão reservadas para uso quase exclusivo nas mesas, como o recorte e colagem, puzzles e alguns jogos. Frequentemente, circulamos descalços pela sala, o que também nos permite maior liberdade de movimentos (e sentar em cima dos pés, por exemplo). Um destes dias, uma criança da minha turma disse que não queria ir para o 1º ciclo porque não queria passar quinhentas mil horas sentado. Fiquei a pensar no meu percurso escolar e em como nunca me consegui sentar "correctamente" numa cadeira durante long...

As festas de "finalistas" de creche, JI, 1° e 3° ciclo não servem para nada! Vamos criar rituais de passagem originais?

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Não tenho nada contra as festas ou comemorações de final de ano mas criei alguma aversão a festas de "finalistas" na creche, no pré-escolar, no 1° ciclo e no 9°ano! Primeiro porque não fazem qualquer sentido e depois porque banalizam o termo "finalista". Provavelmente já me viram a participar numa dessas "festas", mas que fique claro que não é porque eu queira, porque goste ou ache que é relevante. Em muitas escolas existe este hábito entranhado e acho que ninguém se dá ao trabalho de reflectir sobre o assunto. Se calhar sou eu que sou esquisita, mesquinha ou é da idade. Não sei... Mas talvez não volte a ceder mais na minha forma de pensar sobre isto...  Vejamos, a escolaridade obrigatória termina no 12° ano, até lá não são finalistas de nada!!  Não sei se alguém já pensou nisto mas... É possível fazer uma festa de final de ano sem copiar chapéus americanos, bengalas portuguesas e capas de traje (🤦🏻‍♀️ nem isto faz qualquer sentido 🙆‍♀️ porq...

Ensinar a andar de bicicleta é tarefa da família, não da escola!

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O dia 23 de abril, marcou a estreia da Íris no "BTT Lusogalaico". Começamos por nos inscrever no passeio "traquinas" (para os mais pequenos) mas acabamos por ir ao passeio "júnior" porque confundimos a hora de saída 😅... Apesar de um pequeno cansaço inicial e de umas ajudinhas do pai ali pelo meio, cruzamos a meta com 29km, aos quais ainda acrescemos 3km da viagem até casa. Foram 32km para aquelas perninhas de 7 anos e 4 meses.  Felizmente havia lama, muita lama! O que animou bastante a miúda 😂.  Para saber andar de bicicleta, não é preciso ir à escola... Só é preciso ter vontade, tempo e uma bicicleta.  Aqui fica uma lembrança da mini bicicleta que usava há um ano atrás.  Por isso, senhores do governo, esqueçam lá isso de "aprender a andar de bicicleta no 2° ciclo", nas escolas, pois todos o devem fazer antes, durante o primeiro ciclo e em família.  As aprendiz...

"Não" às horas de trabalho extraordinário das crianças!!

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Porque existe vida para além da escola, as crianças têm direito ao seu descanso e ao tempo para dedicar aos seus interesses!  Será assim tão difícil de perceber que as crianças podem aprender de formas diferentes? Em locais diferentes? Com pessoas diferentes dos Professores e Educadores?  Será difícil de compreender que podem aprender conteúdos diferentes daqueles que alguém, num ministério, escolheu para integrar um programa?  Que podem estar motivados para aprendizagens que podem potenciar investigações mais aprofundadas e resultar em conhecimentos superiores ao que lhes está a ser imposto?  Em pleno século XXI continuamos com um modelo de escola que faz "tábua rasa" às crianças que entram na escolaridade obrigatória. Uma escola que até tem que ditar quando é que as crianças devem aprender a andar de bicicleta 🙄... Mas que não lhes dá tempo!!  É triste, como mãe e como Educadora, observar o gradual desinteresse ...

Quando os interesses da criança diferem dos nossos...

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Filme aqui:  Berçário de suculentas Nunca estimulamos muito a utilização de ferramentas digitais como entretenimento. Mas desde que iniciou o 1° ciclo, tem aumentado o tempo de ecrã... Por cá fala-se corretamente o português e não se vêem "Lucas Netos" e afins. O que a miúda gosta mesmo é de ver Mr. Bean, filmes de construir coisas, clips de música e episódios de séries infantis no YouTube. E reels... Anda fascinada com reels 🤷🏻‍♀️. Com um enorme entusiasmo, explora o computador que recebeu da escola e pediu para ter o seu próprio canal do YouTube... Para explicar coisas, diz ela. Este interesse não é novo mas esteve um pouco adormecido. Pois... Mas os pais não querem a cara dela num canal de YouTube 😳.  Por enquanto conseguimos que fique satisfeita com os seus vídeos sem cara 😅 e espero que não descubra como fazer um canal só seu...  Acabamos por chegar a um acordo. Ela escolhe o conteúdo, planeia o que vai fazer e eu edito o vídeo. Desta vez, decidiu par...

Mais um domingo e eu sem vontade de ir à missa...

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Nunca fui contemplada com uma aparição divina!  Daquelas que todos já ouvimos falar, sabem? Aquelas que acontecem à sombra de uma árvore ou aparecem numa borra de café... Talvez eu não mereça, talvez não existam... Não sei, nunca vi!  Também não consigo perceber ou falar de Deus naquele tom angelical, calmo e sereno (ou em tom de piedade bacoca) que frequentemente se ouve pelas igrejas, repletas de gente que se acha o exemplo a seguir, ou "cristão modelo" (se é que isso existe)... Bem, que se acham a  última bolacha do pacote. Outros, que seguem e cumprem tudo sem questionar (às vezes só lá vão para ver as modas e ouvir a música) porque "sempre foi assim"... Não tenho perfil para fazer de conta que sou alguém que não sou, para fingir que gosto quando não gosto ou de marcar presença física quando a mente não quer lá estar.  Talvez seja por isso que cada vez me sinto mais distante dessa realidade, da Igreja tradicional. A minha mente fervilha de ideias, opiniões, refl...